Sócrates até Paulinho

Paulinho é o atual e, Sócrates, o antigo.

Foto: Divulgação

O Brasil vai com esperança para a copa da Rússia.

Tite ajustou o time. O armador pelo lado direito é Paulinho que veio da China e hoje está valorizado no Barcelona.

Paulinho é o atual e, Sócrates, o antigo.

Paulinho é jogador moderno, marca, ataca, cabeceia, faz gols, corre muito e se infiltra nos espaços vazios.

Sócrates era cerebral, ele nos fez pensar que jogador de futebol não precisava ser atleta! Craque que é craque não precisa correr!
Somente Sócrates conseguia jogar num time de massa sem evidenciar a garra exigida pela sua torcida. A regra só valia para ele.

Sócrates não precisava ajeitar o corpo para tocar na bola. A bola chegava e saía de seus pés despercebidamente. Ele não mudava a passada.
Sem muito esforço, “calcanhar de Sócrates” jogava naturalmente.
Ele regia a direção da bola tal qual um maestro.

Sócrates vinha no meio de campo descomplicar o que os outros jogadores estavam fazendo.

Sócrates armava o time, lançava, colocava os atacantes na cara do gol, arrancava pelas laterais do campo, batia faltas e também fazia muitos gols.

Hoje é o Paulinho.

O que será que veremos do Paulinho na copa? Com certeza, com o Brasil ganhando ou perdendo, já sabemos o que veremos. A “mesma mesmice” eficiente.

João Henrique Padula
Folha de Brasília

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