O governo federal anunciou que pretende concluir, até o final de 2026, a regulamentação completa do mercado brasileiro de carbono, uma das principais promessas ambientais da atual gestão. A iniciativa tem como objetivo estruturar regras claras para limitar emissões de gases de efeito estufa, criar mecanismos de compensação e inserir o Brasil de forma competitiva no mercado internacional de créditos de carbono.
A proposta envolve definir quem será obrigado a reduzir emissões, quais setores terão metas vinculantes, como serão monitorados os resultados e de que forma ocorrerá a negociação de créditos. O Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Fazenda trabalham em conjunto para elaborar um modelo que equilibre responsabilidade ambiental e viabilidade econômica, buscando atrair investimentos verdes e ampliar a participação do país em cadeias globais de baixo carbono.
Especialistas avaliam que a regulamentação pode transformar o Brasil em um dos maiores emissores de créditos certificados do mundo, especialmente por conta de sua matriz energética limpa, do potencial de reflorestamento e da preservação de biomas como a Amazônia. No entanto, alertam que o processo precisa de transparência, rigor técnico e mecanismos robustos de fiscalização para evitar fraudes e garantir credibilidade internacional.
O governo enxerga o marco regulatório como peça fundamental para cumprir metas climáticas, fortalecer a diplomacia ambiental e estimular inovação tecnológica. A expectativa é que o texto final seja submetido ao Congresso até 2025, permitindo sua implementação gradual ao longo de 2026. Para investidores, organizações ambientais e empresas reguladas, o país dá um passo decisivo rumo a uma economia mais sustentável e alinhada às tendências globais.
Da redação, Folha de Brasília
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil







