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Cineasta brasiliense homenageia diretor de longas-metragens Afonso Brazza

Há 20 anos no mundo do cinema, o brasiliense Naji Sidki, de 43 anos, conheceu o cineasta Afonso Brazza (1955-2003) em 2001, por meio do convite de um amigo que queria produzir um documentário sobre o profissional. “Já tinha visto alguma coisa, mas conhecia pouco da história”, relata. Ele entrou na produção do filme e passou a acompanhar o diretor nos sets de filmagens e a entrevistá-lo.

O resultado desse esforço é o curta-metragem de 20 minutos Afonso é uma Brazza (2015), um dos selecionados para a Mostra Brasília, parte da programação do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Bombeiro de profissão e dono de videolocadora, Brazza fez carreira no cinema trash como diretor de oito longas-metragens. “Ele motivou muitas pessoas a fazerem cinema com poucos recursos e com determinação”, destaca Sidki, que participará pela primeira vez da competição.

Segundo o cineasta brasiliense, a produção levou 15 anos para ser concluída. “Decidimos parar em 2003, quando ele morreu”, explica. Depois, Sidki resolveu tocar o projeto sozinho. Tentou por duas vezes, sem sucesso, conseguir patrocínio por meio do Fundo de Apoio à Cultura. “Depois da frustração, decidi revirar tudo novamente e finalizei o filme com a ajuda de parceiros.”

Entre os destaques do curta estão os bastidores do sucesso Tortura Selvagem — A Grade (2001) e o homenageado contando a história de amor com a atriz Claudete Joubert, com quem foi casado até o fim da vida.

Cinegrafista de carreira, Sidki também participou da última obra de Brazza, Fuga sem Destino (2006), como diretor de câmera. O filme foi deixado incompleto com a morte do diretor e finalizado posteriormente pelo cineasta Pedro Lacerda.

Mostra Brasília
Oitenta e uma produções cinematográficas originalmente brasilienses disputarão a Mostra Brasília deste ano. A lista, que traz quatro longas-metragens e 14 curtas, foi divulgada na quarta-feira (22). Os cineastas concorrerão a R$ 200 mil em prêmios e ao 20º Troféu Câmara Legislativa.

As sessões são gratuitas e ocorrerão de 17 a 21 de setembro, das 17 às 19 horas.

Participaram da seleção das produções o diretor musical José Eugênio Matos, a jornalista e artista plástica Maria de Fátima Freire, o ator e vencedor do prêmio de melhor ator da Mostra Brasília de 2014, Marquim do Tropa, o presidente da Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo, Norlan Silva, e o diretor e produtor cultural Octávio Schwenck Amorelli.

A relação dos outros competidores do festival sai nesta segunda-feira (27).

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